Acolhimento, escuta e convivência coletiva ajudaram participante a ressignificar experiências e fortalecer vínculos.
O grupo terapêutico de adolescentes tem gerado impactos na vida de seus participantes. É o caso de Xaiane de Lima Rosas, 24 anos, moradora de Coari (AM), que aponta mudanças após a participação no projeto.
Antes de ingressar na iniciativa, Xaiane vivia um período de isolamento emocional. Havia pouca interação social e dificuldade para lidar com os próprios sentimentos. Sua trajetória, marcada por experiências de violência e abandono, contribuiu ainda mais para esse cenário.

Ao longo das atividades, no entanto, passou a vivenciar espaços de escuta e troca com outras participantes. Para ela, esses momentos favoreceram a construção de vínculos e proporcionaram experiências consideradas positivas. Entre as atividades, Xaiane destaca a exibição de um filme sobre superação da depressão, que levou a reflexões sobre sua própria história e a maneiras de contornar a doença.
Com o tempo, percebeu mudanças na forma de se expressar e, atualmente, afirma que consegue falar com mais facilidade sobre seus sentimentos, especialmente com pessoas próximas. Além disso, aponta que houve avanço na forma como se relaciona com outras pessoas.

Mesmo após o fim da participação no grupo, Xaiane diz que mantém os aprendizados adquiridos e também destaca a importância das rodas de conversa e dos encontros coletivos, que, segundo afirma, fazem falta na rotina.
