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Entre lágrimas e abraços, um recomeço em Carauari

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Entre lágrimas e abraços, um recomeço em Carauari Grupo de Mulheres do Projeto Dignidade para a Infância transforma a história de Regila Azevedo da Silva na filial da O Pequeno Nazareno

Aos 56 anos, Regila Azevedo da Silva chegou ao Grupo de Mulheres da filial de O Pequeno Nazareno, em Carauari, carregando o peso da tristeza e da solidão. Sem alegria, sem coragem para viver plenamente e enfrentando dias marcados pela depressão, ela se via “pelos cantos”, como descreve, tentando sobreviver a sentimentos que pareciam não ter fim.

Foi no Grupo de Mulheres do Projeto Dignidade para a Infância que Regila encontrou aquilo que mais precisava: amparo. Em um espaço de escuta, acolhimento e partilha, ela descobriu que não estava sozinha. “Foi onde eu me encontrei”, afirma. Entre lágrimas e abraços, as mulheres deram as mãos, dividiram dores, medos e histórias de vida. Ali, a confiança foi construída pouco a pouco, fortalecendo vínculos e reacendendo a esperança.

O grupo não ofereceu apenas apoio emocional. Trouxe também conhecimento. Muitas mulheres, como Regila, chegaram sem saber plenamente de seus direitos, sem compreender como poderiam ser amparadas e quais benefícios estavam ao seu alcance. Ao longo dos encontros, aprenderam sobre proteção, cidadania e fortalecimento pessoal. O que antes era silêncio se transformou em voz; o que era insegurança se tornou consciência.

Regila faz questão de agradecer à equipe que conduz o trabalho com dedicação e sensibilidade — à psicóloga Brenda, à assistente social Raylany e à educadora social Raiane — profissionais que, segundo ela, atuam com amor, verdade e compromisso. “Vocês são nota 10”, declara, emocionada, reconhecendo o impacto do cuidado oferecido.

Hoje, Regila já não fala a partir da dor, mas da gratidão. O grupo devolveu a ela a alegria de viver e a certeza de que é possível recomeçar, mesmo depois de períodos difíceis. Mais do que um projeto social, o Dignidade para a Infância, em Carauari, tornou-se um espaço de reconstrução de histórias e de fortalecimento de mulheres.

Ao olhar para trás, Regila guarda no coração cada abraço, cada palavra de apoio e cada aprendizado. E segue em frente com fé, acreditando que, quando mulheres se unem, transformam não apenas suas próprias vidas, mas também o mundo ao seu redor.

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